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FINAL: 🔥 Gael descobriu que tinha um irmão gêmeo dado como morto ao nascer. Zafira jurou nunca ter visto aquele homem. O bebê fora gerado sem o consentimento dela. E o responsável pelo procedimento estava dentro do hospital, observando os dois pela câmera. 🔥

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O gerador de emergĂŞncia demorou sete segundos para ligar.

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Quando as lâmpadas vermelhas se acenderam, Selma já não estava ali.

Gael empurrou a médica e entrou no centro cirúrgico.

Zafira permanecia inconsciente, ligada a aparelhos. Ao lado dela, o berço térmico estava vazio.

— Onde está o bebê?

Uma enfermeira apontou para a porta dos fundos.

— Um médico o levou.

— Qual médico?

Ela nĂŁo precisou responder.

Na parede, uma câmera girou lentamente em direção a Gael.

O alto-falante estalou.

— Você cresceu muito bem, Dante.

A voz era calma.

Quase paternal.

— Silas! — Gael gritou.

— Traga Selma ao estacionamento subterrâneo. Caso contrário, o recém-nascido não verá o amanhecer.

A transmissĂŁo cessou.

Gael correu para o elevador, mas as portas estavam travadas. Desceu pelas escadas, saltando degraus.

No segundo subsolo, encontrou Selma ajoelhada diante de um carro preto.

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Silas segurava o bebê nos braços.

Era um homem alto, de cabelos completamente brancos. Vestia o mesmo jaleco usado pelos médicos do hospital. Ao lado dele estava Aristeu, com uma faixa ensanguentada na cabeça.

— Você está vivo — Gael disse.

Aristeu sorriu.

— Nilo não teve a mesma sorte.

Gael fechou os punhos.

— Onde está meu irmão?

O porta-malas do carro se abriu.

O verdadeiro Gael estava lá dentro, amarrado, com sangue escorrendo pela testa.

— Agora estamos todos reunidos — Silas declarou.

Selma começou a chorar.

— Entregue a criança.

— Esta criança não pertence a vocês.

Gael avançou um passo.

— Zafira é a mãe.

— Zafira foi apenas o recipiente final.

Silas retirou a manta do bebĂŞ.

No peito minĂşsculo havia uma cicatriz recente.

Gael paralisou.

— O que fizeram com ele?

— Corrigimos uma falha — Silas respondeu. — A mesma falha cardíaca que você carregava ao nascer.

— Você operou um bebê dentro do útero?

— Eu aperfeiçoei o que comecei há vinte e sete anos.

O verdadeiro Gael se debateu no porta-malas.

— Conte a verdade sobre o embrião!

Silas sorriu.

— O material genético não era seu, Gael.

Aristeu olhou para ele, surpreso.

— Você disse que usaria o filho saudável.

— Eu precisava que você financiasse a clínica.

Silas fitou Gael.

— O embrião implantado em Zafira foi criado a partir de células preservadas de vocês dois.

— Dois homens não podem gerar um filho.

— Não podiam.

O silĂŞncio foi quebrado pelo choro do bebĂŞ.

— Ele é nosso irmão? — Gael perguntou.

— Geneticamente, é algo mais complexo.

Aristeu puxou uma arma.

— Você me enganou.

Silas nĂŁo pareceu assustado.

— Você queria um herdeiro Calazans. Eu lhe dei um ser humano sem mãe biológica, sem doenças hereditárias e com material dos dois gêmeos.

— Entregue o bebê — Aristeu ordenou.

Selma se levantou entre os dois.

— Acabou.

O tiro ecoou no estacionamento.

Selma caiu.

Gael correu até ela, mas o verdadeiro Gael conseguiu chutar a tampa do porta-malas contra Aristeu. A arma deslizou pelo chão.

Silas colocou o bebĂŞ no banco traseiro e tentou entrar no carro.

Gael o alcançou.

Os dois caĂ­ram sobre o concreto.

Silas apertou os dedos contra a cicatriz perto da sobrancelha dele.

— Você só está vivo por minha causa.

— Eu sobrevivi apesar de você.

Gael golpeou o rosto do médico.

Aristeu recuperou a arma.

Antes que disparasse, Selma, ainda caĂ­da, segurou seu tornozelo.

O tiro atingiu Silas no peito.

Ele tombou ao lado do carro.

Aristeu apontou novamente.

O verdadeiro Gael se lançou sobre ele.

Os dois bateram contra a mureta do estacionamento.

Por um segundo, ficaram equilibrados na borda.

— Você devia ter morrido naquela instituição — Aristeu rosnou.

— Você primeiro.

A mureta cedeu.

Aristeu caiu sozinho.

O impacto ecoou dois andares abaixo.

Sirenas invadiram o subterrâneo.

Gael libertou o irmão e pegou o bebê no carro. A criança chorava, mas respirava.

Selma ainda estava consciente.

— Me perdoem — pediu.

O verdadeiro Gael ajoelhou-se ao lado dela.

— Você salvou minha vida quando eu nasci.

— E destruí o resto dela.

— Ainda pode contar tudo à polícia.

Ela fechou os olhos, exausta.

Minutos depois, agentes cercaram o local.

Silas foi levado algemado, vivo, apesar do ferimento. Selma também sobreviveu. Seu depoimento revelou clínicas clandestinas, prontuários falsificados e dezenas de procedimentos realizados sem consentimento.

Zafira despertou dois dias depois.

Gael estava ao lado da cama, segurando o recém-nascido.

— Ele é meu filho? — ela perguntou.

Gael engoliu o choro.

— Não biologicamente.

Zafira tocou o rosto do bebĂŞ.

— Eu o carreguei. Senti ele se mover. Quase morri por ele.

O verdadeiro Gael observava da porta.

— Então é seu — disse.

Meses depois, a lápide de Dante Calazans foi retirada do jazigo.

No lugar, colocaram uma placa com o nome da mulher que morrera ao dar Ă  luz os gĂŞmeos.

Gael decidiu continuar usando o nome que carregara por toda a vida.

Seu irmão também.

NĂŁo por confusĂŁo.

Por escolha.

Um era Gael Calazans.

O outro, Gael Montenegro.

E o bebĂŞ recebeu o nome de Dante.

NĂŁo como homenagem Ă  mentira.

Mas como prova de que um nome roubado podia renascer livre.

Disclaimer : This content may be created by AI for entertainment purposes. Any resemblance to real persons, events, or places is coincidental.